Omi Ayê


Caminhando errante na mata

Ouvi um sussuro a me chamar

Com passos trêmulos,

Fui ao seu encontro

Nas margens daquele riacho

Como pediu,

Mergulhei em suas águas calmas,

Confiante

Sem saber o que procurar

Sem imaginar o que iria encontrar

Emergi, renascido

Reluzindo ao mais puro anil

Bem segura minha mão trazia

A pedra que selava nossa união

A revoada dos pássaros sagrados

Lançou em minha fronte a rubra pena

O som indomável da cachoeira

Libertou-se de minha garganta

E, sem saber como, teu nome pronunciei.

Já não era um errante na mata

Mas muitos caminhos ainda deveria trilhar

Hoje, retorno de minha longa jornada

Ao mesmo ponto onde ela começou.

Tudo aparentemente tão igual,

Mas agora tão diferente.

A mesma voz do riacho

Ouço agora na bela senhora

Que tranqüila me espera na margem.

“Mãe, voltei…” – sussuro

Num claro sorriso ela responde:“Eu sei, filho! Você cresceu!”

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