Rabiscos sonolentos


Os últimos dias foram de aventuras e algumas desventuras nesta Nau que tenta bravamente navegar nos verdes mares de nossa amarelada existência. Mas essa exausta escrivã mal pode ainda processar seus estranhos episódios. Que dirá registrar. Senti uma falta imensa deste que se tornou meu diário de bordo, meu companheiro, meu escape.

Cada um tem sua maneira própria de ver, sentir e reagir aos acontecimentos. Minha maneira de não sofrer a cada turbulência ou calmaria excessiva é escrever. Registrar fatos e sentimentos e depois transformar tudo em histórias. São meus  “causos”, meus contos, minhas anedotas. Minha expressão e meu alívio. As palavras são meu refúgio.  Rompem o voluntário silêncio para contar sua versão da vida.

Eu não criei esse blog para mim, criei para minhas palavras. Ele pertence aos pensamentos e sentimentos alvoroçados que teimam em querer alçar vida própria. Minha função é tentar ordená-los, e tão somente isso. Sou muitas durante o dia, comandante e comandada, mas na madrugada sou apenas a escrivã. E se o cansaço me impede de cumprir o humilde compromisso, elas se rebelam. Fazem birra, se unem em orações para me atrapalhar o sono.

Agora mesmo estou exausta. Os olhos mal conseguem ficar abertos. Mas cá estou.  Afinal sou mulher de uma única palavra, ainda que de muitas delas.

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