Como escolher um candidato?


Confesso, eu assisto horário eleitoral gratuito. Todos os dias. Ainda não sei em quem votar para deputado estadual, senador e governador. Se é possível escolher um candidato só com isso? Duvido, mas é possível despertar o interesse para se descobrir mais sobre alguma proposta apresentada. Reconheço que é bem chatinho e cansativo. Fazer o que? Eu não escolho por pesquisas, afinal não é um jogo de apostas em favoritos e vamos ter que conviver com essas escolhas por pelo menos quatro anos.  O que mais me incomoda é a quantidade enorme de partidos e suas alianças descabidas. Em alguns momentos chego a me perguntar se o candidato faz idéia de quais são as propostas gerais de seu partido. E essa enormidade de partidos menores, uma insana sopa de letrinhas, na hora de disputar uma eleição acaba articulando alianças que em minha opinião só justificam o clamor de reforma política urgente. Menos partidos, mais propostas e regras práticas e rápidas para campanhas limpas, justas e igualitárias.

Eu tenho até algumas sugestões. Para começo de conversa as campanhas deveriam ter um limite máximo nos gastos. E não poderia ser milionário para que todos tivessem oportunidade semelhante de apresentar suas propostas. Um partido sem recursos e financiadores pode ter excelentes idéias, ou ter mais a ver com o que eu desejo, e eu não saberei se não pesquisar. Com um número menor de partidos, a divisão do tempo do horário gratuito poderia ser em partes iguais. Fica mais fácil para avaliarmos o político e não o publicitário, que no fundo tem sido parte fundamental do processo atual. Na hora de eliminar o excedente de partidos comecemos pelos partidos religiosos. Nada contra qualquer religião, mas não dá para misturar com política sem correr o risco de alimentarmos os conflitos que tanto criticamos no país dos outros. Um político que afirma ser uma pessoa de fé não é problema. O problema é uma proposta política de legislar ou governar em nome de uma religião ou seita, e de seus dogmas. Nada de apelidos chamativos, pode não parecer mas eleição é coisa séria. E tem conseqüências. O TSE poderia criar uma sabatina para os pré-candidatos, para verificar se eles tem a mínima noção do que estão fazendo ali. Isso nos pouparia muito tempo. Não teríamos que ficar ouvindo tanta bobagem improvável e até impossível. Principalmente dos candidatos a cargos legislativos, que adoram prometer coisas que não podem fazer e garimpar votos com a panfletagem de ações de assistencialismo social. O slogan do Tiririca, “pior que tá não fica”, que causou tanta polêmica e mal-estar entre alianças, serve ao menos como alerta do quanto precisamos evoluir!

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