Tolerância Zero do Saraiva


Quando a gente leva um aparelho eletrônico para a manutenção e o técnico pergunta:
– Tá com defeito ?
– Não é que ele estava cansado de ficar em casa E eu o trouxe para passear.

Quando está chovendo e percebem que você vai encarar a chuva, perguntam:
– Vai sair nesta chuva???
– Não, vou sair na próxima…

Quando você acaba de levantar, aí vem um idiota (sempre) e pergunta:
– Acordou?
– Não. Sou sonâmbulo!

Seu amigo liga para sua casa e pergunta:
– Onde você está ?
– No Pólo Norte! Um furacão levou a minha casa prá lá!

Você acaba de tomar banho e alguém pergunta:
– Você tomou banho?
– Não! Dei um mergulho no vaso sanitário!

Você está pescando quando alguém passa? e questiona:
– Você pescou todos esses peixes?
– Não! Esses, são peixes suicidas que se atiraram no balde!

Você está em um ponto de parada de ônibus? quando um amigo (será mesmo ?!?) pergunta:
– O que você está fazendo aqui?
– Estou esperando o próximo metrô passar prá ir prá casa!

Você está no caixa e tira um talão de cheques e o caixa olha e pergunta:
– Vai pagar em cheque?
– Não! Vou fazer um poema nessa folhinha!

Você acaba de olhar no relógio e alguém te pergunta:
– Viu as horas?
– Imagina, estava assistindo novela!

Você está indo com uma bola em direção ao campo quando alguém fala:
– Vai jogar?
– Não, vou estourar pipoca!

Você pede para uma pessoa assinar um documento e ela diz:
– Assinar o meu nome?
– Não, assinar a fórmula de Báskara ou o que quiser…

Dois advogados estão saindo do Fórum, quando um vira para o outro e diz:
– E então, vamos tomar alguma coisa? E o outro prontamente responde:
– Vamos, de quem?

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Fundamentalista sim. Islâmico, duvido muito.


Já na primeira vez que li a carta-testamento de Wellington Menezes, de imediato identifiquei a procedência das referências religiosas ali contidas. Tomei a liberdade de destacar alguns trechos. Acredito que se algum leitor, assim como eu, algum dia parou para ler os folhetos distribuídos pelos fiéis da Igreja Testemunhas de Jeová em suas tentativas de evangelização domiciliar, perceberão a presença evidente dos dogmas da religião em que o perturbado assassino foi educado.


“Nenhum impuro poderá tocar em meu sangue”, relembra um dos dogmas mais polêmicos entre as Testemunhas de Jeová, que se recusam até mesmo a receber doações de sangue em situações médicas graves. Uma autoridade esbaforida, e mal informada, chegou a declarar haver indícios de que ele fosse portador de HIV. As inúmeras referências à pureza, me lembraram alguns dos folhetos que recebi muitas vezes. Nele, uma família reunida em lugar paradisíaco, com um leão mansamente posicionado em meio aos herbívoros e abaixo a frase, por diversas vezes enfatizada como sendo uma promessa, “Somente os puros herdarão o Reino dos Céus”. Há ainda a preocupação em ser enterrado ao lado de onde a “mãe dorme” e que um fiel ore pelo seu perdão para que ele possa na “vinda de Jesus despertar do sono da morte para a vida eterna”. Outro dogma das testemunhas de Jeová, amplamente difundido em suas pregações de evangelização, a promessa da ressureição levada ao pé da letra, tratando a morte como um sono de onde os puros serão despertos por Jesus, para uma vida eterna paradisíaca no Éden que se instalará na Terra. São referências perturbadas à dogmas bem específicos e distintos no universo da fé cristã. A carta continua: Continue lendo

Realengo não é Columbine


 

Eu gostaria de ter o que dizer diante do covarde massacre de estudantes em Realengo. Não sei se consigo, estou chocada. Tentei olhar como mãe, mulher, como ser humano. Estou tão confusa quanto as notícias que ouço e vejo.  Quando um homem decide ir a uma escola atentar contra crianças, aterrorizar uma comunidade, decidir quem vive ou morre e ainda se acha no direito de deixar exigências pós-mortem, creio que é hora de pararmos e meditarmos, para talvez entender um pouco o que acontece com nossa sociedade.  Nesse recolhimento consternado, quero oferecer meus sinceros sentimentos de pesar, minha solidariedade, apoio e preces às famílias de todos vitimados por esse terror.

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Mãe, não chora não


Mãe, mãezinha, não chora não

Eu não gosto de te ver chorando

Não fica assim

Você fez tudo certo,

Fez tudo o que podia

Me deu amor, carinho

Me mandou estudar para ser alguém na vida

Sonhou meus sonhos

Me ouviu querer ser

Médica, professora, modelo, cantora,

Desistir de tudo e começar tudo outra vez.

Fosse o que fosse,

Você me incentivou

Acima de tudo

Eu queria ser mãe,

Uma que fosse tão boa,

Quanto você.

Você que cuidou de mim

Me protegeu de tudo

E agora está sofrendo

Sem que eu possa te abraçar

Um monstro roubou meus sonhos

Para transformar em pesadelo

Não sofre, mãe

Eu não gosto de te ver assim

Eu só quero que você me arrume mais uma vez

Bem bonita como você sempre gostou

Quero que se lembre de mim como sua princesa

Sua amiga, seu bebê sempre

Mãe, você me deu à vida

Hoje, um louco a tirou de mim

Você não podia imaginar

Quando me deu café

Um beijo e me mandou estudar

As pessoas estão dizendo

Que tudo isso é uma tragédia

Eu não sei te explicar

Só sei que não volto mais para casa

Para o conforto de seus abraços e broncas

Não se culpe

Nunca

Ninguém podia imaginar uma coisa dessas

Não se desespere, mãezinha

Vamos nos despedir

Sem dizer adeus

Se a tristeza e a saudade

Se tornarem pesadas demais

Lembre de como fomos felizes

Tenha forças, minha mãe querida

Meu amor por você

Nunca vai te abandonar.

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