Feia e Antipática


Uma mulher mal-encarada, antipática e muito, muito feia, entra numa loja com duas crianças. O gerente da loja, querendo ser gentil, pergunta para a mulher:
– São gêmeos?
A mulher, fazendo uma cara de poucos amigos e, ficando ainda mais feia, diz:
– Não, paspalho!!! O mais velho tem 9 e o mais novo tem 7 anos. Porque?! Você, realmente acha eles parecidos, seu idiota?
– Não, absolutamente. É que eu só não posso acreditar que alguém tenha comido a senhora duas vezes!

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4 Respostas

  1. E foi uma mulher que escreveu isto! – Nada como a eficácia da violência simbólica….

    • Em primeiro lugar Rita, isso é uma piada de domínio popular. A tal “violência simbólica” a que deve se referir me parece mais a resposta sarcástica de quem, tendo tentado ser gentil, foi tratado com grosseria. A vida social em harmonia deve ser um esforço coletivo não a tirania do politicamente correto, concorda?

  2. Não, não concordo. Até porque, se concordasse, não teria escrito o comentário que escrevi, não te parece?
    A argumentação de uma suposta tirania do politicamente correto tem servido, entre outras coisas, para buscar legitimar formas de riso que atuam reforçando os estereótipos, como recentemente vimos a piadinha inocente de um apresentador de televisão sobre estupros de mulheres feias – e que vem sistematicamente sendo desmascaradas como mecanismos simbólicos de desqualificação e violência.
    O fato de a “piada” ser ou não de domínio público em nada diminui o seu potencial reprodutor e perpetuante.
    O que há que ser posto em relevo é a forma, o mecanismo utilizado para dar a pretensa “resposta sarcástica”.

    • Bem Rita, eu respeito seu direito de discordar. Aqui o direito a liberdade de opinião e expressão será sempre respeitado. São as diferenças que nos fazem crescer. Contudo, ainda interpreto aqui que a antipatia é que foi o cerne da questão. Uma resposta sarcástica teria sido o encerramento em qualquer esteriótipo que o autor usasse para desenvolver sua piada. Sim, piadas se utilizam de esteriótipos, dos gordos, lentos, saradões burros, louras, estrangeiros e até da desqualificação de políticos, entre tantos outros. Mas há que se distanciar sua interpretação de apologia da vida real. Também achei o que o Rafinha Bastos disse abominável, mas nem considero isso uma piada. No máximo uma declaração infeliz de quem se acha muito engraçadinho. Chego a me perguntar, se eu tivesse publicado essa piada antes da polêmica iniciada por esse rapaz, se as pessoas veriam ‘covardia com mulher feia’ ou ‘reação com aquilo que tinha a mão’. O entendimento do peso atribuído a forma da resposta dependerá dessa visão contextual. Quero deixar claro que não me interessa reforçar esteriótipos, quem me conhece sabe o quanto eu luto pelo respeito às diferenças. Somente dividi com meus leitores uma piada que recebi e que interpretei sob um viés diferente daquele que orientou sua leitura.

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