Armagedon


Sonhos despertos

De um tempo que

Nunca  havido

Palavras confusas

Pólen ortográfico

Nuvem Mnemônica

Anseios? Delírios?

Premonição?

O palpitante vagar

Que se apresenta

Realidade

Uma estranha quimera

Amálgama disforme

Entre etéreo e concreto

Palpitante agonia

No limbo acásico

Quanto tarda raiar o dia

Intuição

Olhar caído

Razão perdida

Armagedon

Ninho de Cancão


Não sendo um pássaro

Escolhi voar

Sem saber a direção

Vagando no ar

Brisa e ventania

Liberdade ou solidão

Se alternando

Em perpétua migração

As asas cansadas

Fardo sem fim

Nas lutas travadas

Me perdia de mim

Quando nada esperava

Trajetória em desalinho

Do firmamento avistei

Teus braços, meu ninho.

Valia do desejo


Se te entrego

As tolas palavras

Que sangram em mim

Como resgate

Pela Alma Arrebatada

Em sedutor olhar

Nada restaria

Para retomar

O fôlego perdido

Em doce e breve beijar

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Poesia visceral


Autor desconhecido

Quer seja curto ou comprido

Quer seja fino ou mais grosso

É um órgão muito querido

Por não ter espinhas nem osso

De incalculável valor

Ninguém tem um a mais

E desempenha no amor

Um dos papéis principais

Quando uma dama aparece

Ei-lo a pular com fervor

Se é um rapaz, estremece

Se é velho, tem pouco vigor

O seu nome não é tão feio

Pois tem sete letrinhas só

Tem um R e um A no meio

Começa em C e acaba em O

Nunca se encontra sozinho

Vive sempre acompanhado

Por outros dois orgãozinhos

Junto de si, lado a lado

O nome destes porém

Não gera confusões

Tem sete letras também

Tem L e acaba em ÕES

Prá acabar com o embalo

E com as más impressões

Os órgãos de que eu falo…

São o CORAÇÃO e os PULMÕES.

PENSOU BESTEIRA, NÃO É ???

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Felicidade


Buscar felicidade

Na perfeição dos sonhos realizados

Tola agonia

Tentar alçar o intangível

Felicidade

É saber olhar

A imperfeição com gratidão.

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Delírios


Na madorna da manhã
Entre real e fantasia
Rolo entre lençóis
Junto ao corpo que já não havia
Sinto o hálito
Que não sopra minha nuca
E o conforto das mãos
Que distantes descansam sozinhas
Vejo gotas de suor, sensuais
No exercício da paixão
Mas são só lágrimas
Perdidas
No tormento da saudade

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Um dia muito especial


Este pequeno poema está completando vinte e dois anos,  escrevi no nascimento de minha filha Katherine, minha primogênita.

Um dia muito especial

Em Outubro a primavera estava de volta

E com ela a mais linda flor

Doces pétalas e claro sorriso

Iluminando meu coração

A minha vida transbordou de amor

Ao ver tão lindo anjo

Katherine, tão pura alma

Que em um dia abençoado

Encheu de alegria meu lar!

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