Alma Mater


A primeira mulher pariu
Na solidão do exílio
tendo a Lua por companhia
e única testemunha
Deu à luz suas filhas,
Guerreiras.
Nascidas solitárias
Envoltas no manto da noite
banhadas em bençãos prateadas
A Lua apiedou-se dessas mulheres
Fadadas a sofrimentos
Que só os homens sabem infligir,
Andarilhas,
Sempre em busca de si
e de suas partes
Fez das lágrimas silentes
Vertidas nas dores do parto
Fonte de vida sem fim
Escondida e revelada
Nos áridos desertos da existência
Quando as filhas das filhas
De sua filha primeira
Exauridas do combatente viver
Clamam seu auxílio celestial
Ela entoa melodia de amor.
Canção das Esferas.
Seu brilho soberano
Guiando de volta ao lar
Na alegria do encontro
As irmãs reunidas
Rodopiam em honra
a Divina Maternidade.

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Feliz Dia do Amigo!!


Para vocês que podem até não saber ou perceber, mas iluminam os dias sombrios, semeiam pequenas e grandes alegrias, renovam minhas forças, apoiam meus passos, confortam minhas dores, estimulam meus pensamentos, dividem comigo fardos e esperanças. Vocês que me deixam entrar em suas vidas e entram na minha, de mansinho ou num arroubo, espantando as armadilhas da solidão. Para vocês que estejam aonde estiverem terão sempre lugar em meu coração!

Foto: Vladmir Oliveira

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Renovação


Silêncio
Murmúrios na mente
Pensamentos que vagam
Sentimentos,
Correntes
Que salvam e matam,
O Navio no cais,
O prisioneiro na cela.
Tormenta,
Elos partidos,
Sonhos vencidos,
Fúria nebulosa.
Destruição, vazio.
Enfim
Silente calamria.
Cada fim um recomeço.
Na escuridão
Uma luz de novo guia.

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Adiante


Na brevidade de um instante

Descobertas de uma eternidade

No silêncio constante

A dor de uma saudade

Roda mundo corre tempo

As lembranças por único alento

Sombras difusas, tormento

Suspiros, espamos, lamento

No silêncio da madrugada

Convalesce em melancolia

Rasgando o novo, Alvorada

Surge a promessa de um novo dia

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Sempre perto e tão longe …


Somos o Sol e a Lua

Eternos amantes

Consumidos em sua paixão

Condenados a um breve olhar

Entre a aurora e o anoitecer

Lampejo de prazer

Sacrifício de amor

Que sustenta no firmamento

Na imensidão etílica

O frágil equilíbrio

Das sombras trêmulas ao seu redor

Constansa e seus amores


O que Constansa amava em Robson

Era sua doçura

O que Constansa amava em José

Era sua determinação

O que Constansa amava em Júnior

Era sua fragilidade

O que Constansa amava em Lúcio

Era sua alegria

O que Constansa amava em Marcel

Era seu charme, sua sedução

O que Constansa amava em André

Era sua delicadeza, sua atenção

O que Constansa amava em Sérgio

Era sua independência econômica

O que Constansa amava em Feliciano

Nem mesmo Constansa sabia

Era o conjunto de tudo que amou em todos

Em Feliciano, Constansa amou qualidades e defeitos

E dentro dela nasceu uma necessidade

Necessidade de protegê-lo, de cuidar dele

Constansa se pegou amando

E o amor total e puro

nasceu, cresceu e floresceu no coração de Constansa

E ela se apegou a esse amor

Mas Feliciano nem notou

E dos olhos de Constansa uma lágrima rolou

Constansa que amava aos pedaços

Quando amou um todo

Aos pedaços ficou!

Como eu


Vaguei na imensidão dos tempos distantes,

Observando os homens e seus mundos pequenos.

Sozinha,

Sina gravada no nome,

deixei-me levar por ventos e tempestades.

E quando finalmente mergulhei no olho do furacão,

Encontrei a paz que tanto busquei,

Você estava lá