O prejuízo é sempre nosso V


Aproveitei a oportunidade de estar próxima ao Fórum de Campo Grande para verificar a quantas andava meu processo contra o Bradesco. Eu já contei sobre ele anteriormente, nos posts “O prejuízo é sempre nosso“, “O prejuízo é sempre nosso II“, “O prejuízo é sempre nosso III” e “O prejuízo é sempre nosso IV“. Meu advogado me explicou que basta eu comparecer ao cartório com o número do processo e o documento de identidade, me apresentar como uma das partes interessadas, e posso ver o processo. Foi o que fiz. O juiz decidiu a meu favor, fixando valores para ressarcimento e danos morais. Isso ainda em 2010. Agora a coisa se arrasta no cartório. Ou seja, ganhei mas não levei. Entre muitas idas e vindas, e demoras fenomenais, o juiz determinou, no fim de 2011, que fosse expedido um mandado de penhora a ser executado diretamente na tesouraria do banco. Fiquei esperançosa de chegar ao fim dessa jornada. Não sei quanto a vocês leitores, mas eu sou uma pessoa muito dinâmica, sempre envolvida em cumprimento de metas e prazos. Talvez por isso eu não goste de colecionar assuntos pendentes. Continue lendo

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A rebinboca do ADSL


Estive afastada de minha Nau desde o início de novembro.  Sentia saudades e uma frustração incômoda.  Uma distância imaterial e intransponível entre minha palavras e seu libertário veículo. Dessa vez o motivo foi algo que a maioria de nós conhece bem: fui “desconectada”.  Sem qualquer razão aparente a conexão banda larga disse adeus.  Liguei para reclamar com a Oi.  Da primeira vez me pediram para aguardar até o fim da tarde do dia seguinte. Estavam fazendo um reparo numa estação sei-lá-onde e era preciso trocar uma placa XNHGD@#%¨, essencial para normalizar o serviço no meu bairro. Eu tive a impressão que essa explicação era a clássica “rebinboca da  parafuseta”, em uma versão digital. Se você já teve a impressão de que os atendentes da Oi se divertem dando explicações estapafúrdias, levante a mão! Teve que levantar né? Continue lendo

Reclamar é preciso – II


Eu gosto de postar os resultados das coisas que faço, e algumas vezes incentivo outros a fazerem também. É nessa troca de ações e informações que acredito possamos fortalecer nossa vida em sociedade. Se minhas experiências contadas aqui ajudarem pelo menos mais uma pessoa, estou satisfeita. Essa semana recebi uma ligação da Claro. A respeito da reclamação que fiz na Anatel e que contei em post com o mesmo título. A pessoa se apresentou, me explicou o motivo da ligação e me informou que a Claro faria o estorno do valor pago na já na próxima conta. Me forneceu inclusive um protocolo para o caso de haver ainda algum resíduo de cobrança, já que eu só identifiquei o problema depois de pagar a conta. Uma coisa ainda me incomodava: como a empresa cadastrou um serviço não solicitado em minha linha? Teriam algum acesso ao meu cadastro ou meus dados? Quando perguntei sobre isso fui imediatamente respondida. Acontece que a linha teve um dono anterior que por desistiu dela e ela foi devolvida a Claro. Esse dono anterior solicitou o tal serviço de torpedos e quando a Claro reativou a linha em meu nome, a prestadora voltou a fornecer o serviço, não para mim mas para a linha. Continue lendo

Reclamar é preciso


Eu utilizo telefonia móvel da Claro. Não diria que é excelente mas não costumo ter grandes problemas. No mês da renovação de contrato me ofereceram uma linha adicional para compartilhar com minha filha. As duas linhas tem uma única conta e facilidades entre elas. Achei interessante e adquiri. Logo na primeira semana de uso percebi que recebia um torpedo diário chamado “Dicas de Amor”. Como havia recebido intensa propaganda sobre serviços personalizados, preocupação em inovação, e blá, blá, blá, ingenuamente pensei que era só uma propaganda de algo que iriam implantar. Lembro de ainda ter pensado que se queriam me agradar mesmo poderiam me enviar torpedos de notícias atualizados. Isso se eles se preocupassem em conhecer o perfil dos clientes. Como também recebo constantes torpedos da Secretaria Estadual de Educação e algumas outras propagandas,  ignorei. Nem me dei ao trabalho de ler. Continue lendo

O prejuízo é sempre nosso… – parte III


Como já havia dito, eu tenho algumas reflexões sobre a difícil, e inevitável, relação entre bancos e clientes. Desde o episódio da nota falsa e da necessidade de recorrer ao auxílio jurídico para resolvê-lo tenho pensado muito nisso. E agora compartilho algumas dessas reflexões.

Para começar vamos ao incentivo para o uso dos caixas eletrônicos, home banking, internet e postos não bancários como supermercados, lotéricas e agências do correio. A justificativa para a implantação desses recursos era o melhor atendimento ao cliente, estendido a horários não cobertos pelas agências. Antes da lei que estabelece um tempo máximo de espera pelo atendimento, que muitos ainda não conseguem cumprir, essa parecia a resposta imediata para quem não queria ou não podia ficar horas nas filas. Continue lendo

O prejuízo é sempre nosso… – parte II


Vou contar como foi a audiência sobre a nota falsa que recebi.  Mas quero depois compartilhar com vocês algumas reflexões sobre alguns aspectos cruéis das nossas relações com o sistema bancário. Ontem, no horário marcado fomos chamados, estávamos todos presentes, fomos acomodados e o juiz inicialmente perguntou se havia proposta.  Como ele perguntou somente aos representantes do Bradesco, acredito que era  uma última oportunidade de conciliação. A advogada deles disse que não. Novamente destaco que acredito que  defender opiniões e visões diferentes é um direito a ser respeitado. Isso, em si, de forma alguma me ofende.

Já que não havia proposta, fui chamada para prestar meu depoimento. Inicialmente quem elaborou perguntas foi o próprio juiz, que me pediu que relatasse o ocorrido, buscando esmiuçar os fatos. Tudo muito tranquilo e pertinente. Depois do meu relato ele me fez uma série de perguntas, e a seguir começou a ditar para a escrivã fazer o registro do meu depoimento. Nesse momento fiquei fascinada, devo confessar. Ele, ainda que de forma resumida,  repetia com exatidão o que eu havia dito, sem acrescentar ou retirar uma vírgula sequer. Uma das coisas que muito me incomoda nas relações pessoais e profissionais atualmente é que as pessoas não ouvem mais umas as outras. Elas escutam as palavras, vozes e sons, mas  não ouvem realmente o que o outro está dizendo. Em toda essa história foi uma das poucas vezes em que me senti ouvida realmente. Continue lendo

O prejuízo sempre é nosso…


Daqui a pouco devo me arrumar e ir ao Fórum.  Motivo: recebi uma nota de cinquenta reais falsa no caixa eletrônico no ano passado.  Isso virou um grande aborrecimento. Vou tentar resumir sem maiores reflexões, até para não me atrasar. Eu precisava sacar dinheiro para deixar em casa e estava ficando muito tarde. Eu tinha que me encontrar com um cliente no dia seguinte bem cedo. A solução mais próxima e mais segura parecia ser ir ao caixa do Banco 24 Horas do supermercado perto de casa. Consegui chegar lá com as portas quase fechando e saquei cem reais. Comprei um item qualquer somente para ter trocado para as passagens e fui embora.

No dia seguinte, deixei uma pequena lista de compras e a nota de cinquenta para meu filho ir ao mercadinho perto de casa, e fui para meu compromisso. Não estava nem no meio do caminho e ele me ligou dizendo que tinha feito o que eu pedi, mas que tinha tido que devolver tudo porque a gerente do mercado disse que a nota era falsa. Ela até foi educada, mas é um mercado pequeno, todos viram ele tendo que devolver todas as compras depois de passar no caixa. E pequeno significa também somente frequentado por vizinhos. Retornei imediatamente para saber o que realmente estava acontecendo. Continue lendo