Se forem comprovados excessos …


Essa é a frase mais conhecida de todos nós moradores dessa Maravilhosa “Vila do Chaves”. “Se forem comprovados excessos, serão tomadas as medidas necessárias”. Mais uma vez a guarda municipal demonstra seu total e completo despreparo, sua atuação inconstitucional, e sua truculência. A Constituição prevê a possibilidade de se manter uma Guarda Municipal mas define claramente seu papel e a forma de sua atuação. A do Rio prima pelos equívocos e desvios de função e comportamento. Mas nossos amados governantes Kikobral e Eduardo Chaves insistem em fazer somente o que lhes dá na telha. Ou na pouca telha. Impressionante.

Hoje no RJTV 1ª edição assistimos mais um desmando da Guarda de Chaves. Um idoso atingido por uma arma de choque por defender seus biscoito e um homem atacado a cacetete por estar passando por ali. O rapaz que pediu para sair e agora é “comentarista” de telejornal, a todo momento tenta justificar a agressão SUGERINDO que os Guardas poderiam estar reagindo a um ataque. E criticando a população por se posicionar contrária aos desmandos da Guarda. Ora meu senhor, o combate aos vendedores ambulantes seguem normas de atuação também. É preciso inclusive que se registre um documento relatando o que está sendo apreendido. E a população será que é doida? Deixa seus compromissos, larga o que está fazendo só para agredir na mão os pobres trogloditas armados?


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Realengo não é Columbine


 

Eu gostaria de ter o que dizer diante do covarde massacre de estudantes em Realengo. Não sei se consigo, estou chocada. Tentei olhar como mãe, mulher, como ser humano. Estou tão confusa quanto as notícias que ouço e vejo.  Quando um homem decide ir a uma escola atentar contra crianças, aterrorizar uma comunidade, decidir quem vive ou morre e ainda se acha no direito de deixar exigências pós-mortem, creio que é hora de pararmos e meditarmos, para talvez entender um pouco o que acontece com nossa sociedade.  Nesse recolhimento consternado, quero oferecer meus sinceros sentimentos de pesar, minha solidariedade, apoio e preces às famílias de todos vitimados por esse terror.

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Acidente? Como assim?


Estamos vivendo tempos muito estranhos mesmo… de todas as notícias estranhas, confusas, mal explicadas e até um tanto insanas que vi, li e ouvi hoje, a que mais me impressionou  foi a do atropelamento coletivo de ciclistas em Porto Alegre, RS.  Especialmente pela desfaçatez  das explicações do atropelador, que após avançar contra a multidão e fugir, alegou que o que aconteceu foi um acidente e que agiu em legítima defesa. Como assim? Juro que ainda estou tentando entender.

Procurei me informar melhor, afinal não gosto de julgamentos precipitados. Na noite de sexta-feira (25),  cerca de 100 ciclistas participavam de um evento promovido pelo Movimento Massa Crítica, em defesa do uso de bicicletas no tráfego urbano.  O trânsito não foi paralisado, já que os ciclistas estavam em movimento, mas a velocidade nas vias onde o grupo passava tinha que ser reduzida. Contrariado, após tentar forçar a passagem mais de uma vez,  o motorista de um Gol Preto avançou contra os ciclistas, ferindo vários deles e fugindo em disparada.  Segundo os organizadores, esses eventos acontecem mensalmente e com a participação de crianças, e, por sorte, neste dia haviam poucos participantes, senão teria sido uma grande tragédia. Essa imagem foi feita por participantes do evento, e existem outras de outros ângulos online:

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Tudo pelo “furo” !


A disputa  pela audiência das grandes emissoras excede todos os limites, e quando o caso é Segurança Pública volta e meia são acusados de promotores de “desserviço” . E quem acusa está coberto de razão.  Os helicópteros das emissoras de tv transmitem imagens ao vivo da movimentações dos criminosos, mas também mostram as estratégias das forças de segurança.  Eu quero informações sim, que sejam precisas e atualizadas,  mas não ao custo de atrapalhar aqueles que colocam a vida em risco para controlar o terrorismo que se abateu sobre o Estado.  Até porque isso só serve para alimentar nosso sentimento de medo.

No dia que forem alvejados vão logo pedir para sair...

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Não sei o que é pior:


– mandar a população sair de casa, para manter suas rotinas e a aparência de normalidade, porque eles estão no “controle ” da situação;

– de noite, depois que os ônibus foram recolhidos e/ou danificados, mandar trabalhadores desistirem de tentar voltar para casa, aconselhar que cada um fique por onde está mesmo e procure um abrigo seguro;

– dar entrevista pedindo aos cidadãos para “bravamente” fazerem o trabalho da polícia, ligando para o Disque-Denúncia, passando “informações detalhadas” e ajudando a “combater” o crime e assumir o tal controle (que eles já afirmaram ter);

– ouvir o repórter falar que algumas ruas estão desertas porque as pessoas estão procurando “outras rotas” – será que a Ponte Rio-Niterói tem uma rota alternativa submarina?;

– ver o mesmo repórter defender que a situação no “trânsito está tranqüila”- enquanto incêndios paralizavam a Avenida Brasil- e que a volta para casa devia ser normal porque, segundo a Fetranspor, as empresas não podem recolher os ônibus (não podem preservar seu patrimônio nem seus funcionários);

– ficar afirmando que o que está acontecendo são ações “desesperadas” de quem está “pressionado” quando podemos perceber, clara e assustadoramente, que existe alguma estrutura organizacional e que quem estava de “bobinho” (pelo menos até hoje), correndo de um lado para outro para conter ataques incendiários, em intervalos regutares e pontos distantes, eram as forças públicas de segurança;

– assistir nos telejornais a informação de que a prefeitura está disponibilizando abrigos para que moradores da região do Complexo do Alemão possam buscar refúgio, mas está tudo bem, o importante é manter a aparência de normalidade;

– as notícias que destacam o número de mortos mas “esquecem” de separar com clareza os cidadãos inocentes vitimados, e que não são poucos, talvez para que não tenhamos uma verdadeira noção do risco que corremos;

 

– terem deixado as coisas chegarem a esse ponto …

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Hell de Janeiro


M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A! A charge, claro!

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O Matador


Assisti a reapresentação de “O Homem do Ano” no Canal Brasil. O filme é forte, bastante fiel ao livro e os atores interpretam os personagens de modo intenso e vivo. Um filme muito bom,  não me canso de ver.   Mas confesso que entre o filme e o livro, prefiro o livro. Quando comprei  “O Matador”, comecei a ler logo depois do jornal. Deveria apresentar uma resenha dele mas tinha um prazo tranqüilo. Não consegui parar de ler e quando percebi estava amanhecendo. Eu simplesmente não conseguia esperar para saber o que vinha depois. Adorei a experiência. Quem visitou a Flip no dia 05, quinta-feira, teve a oportunidade de assistir a própria Patrícia Melo falando sobre romances de investigação psicológica, gênero em que vem se expressando de maneira brilhante. Compartilho com vocês a resenha de O Matador. Continue lendo