#SOSBombeiros, artistas também apoiam


O ator Sérgio Marone produziu esse vídeo de apoio ao movimento dos bombeiros, com depoimentos de Cássia Kiss, Ary Fontoura, Elizabeth Savalla, Mateus Solano e do próprio Marone.  O convite para um #RioVermelho parece já estar sendo aceito pela população.  Eu pretendo usar vermelho até o fim dessa crise. E você?

 

 

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SOS Bombeiros, vamos apoiar quem salva vidas


Assisti as imagens da manifestação dos bombeiros, da invasão do BOPE ao quartel e depois a coletiva do governador Sérgio Cabral. Me conectei ao twitter na hora, não consegui resistir. Tudo o que vi me chocou. Muito mesmo. Ver bombeiros atingidos por bombas, tiros e spray de pimenta foi assustador, e não adianta dizer que os tiros foram da única pistola apreendida com um bombeiro, o audiovisual desmente isso. Se um servidor público faz isso a outro, o que será de nós. As diversas reportagens mostram pessoas feridas, sendo atingidas por spray sentadas, revoltadas talvez com razão, e a força policial (cavalaria, caveirão, BOPE) cumprindo a “tarefa” solicitada pelo governador. Mas a cena que acredito mais impressionou a todos foi sem dúvida a dos bombeiros ajoelhados, mãos na cabeça, formando um SOS humano.  Virtual ou presencialmente, não se fala de outra coisa.

Como cidadã me revoltei de imediato. Como profissional, me permito postar aqui uma avaliação: a assessoria do governo deveria ter alertado ao governador acerca da ineficiência, mal-estar e antipatia de suas ações No imaginário da população, bombeiros serão sempre muito mais queridos do que qualquer um que ostente cargo político. Eles conquistaram merecidamente esse lugar. Não adiante tentar segmentá-los, apresentar os manifestantes como “um grupo de vândalos irresponsáveis”, unidos por uma suposta determinação político-messiânica  Eles são quase um patrimônio, heróis anônimos com quem sempre contamos quando enfrentamos grandes e pequenas tragédias.

Não vou questionar as ações sob a ótica legal, pois não tenho conhecimento nem qualificação para tal. Mas sei dizer qual a imagem política reultante, com ou sem intenção: este é um governo autoritário e truculento que avança contra profissionais que salvam vidas   E que ainda pretende se redimir destes  atos numa disparatada verborragia contra essa “coisa messiânica”, onde sobraram insinuações sem comprovação, que sugerem uma intricada teoria conspiratória envolvendo ex-governantes, deputados e evangélicos. Verdade? Pode até ser,  mas confesso que essa declaração naquele momento delicado me pareceu mais uma tentativa de justificar o injustificável. Uma pontada de intolerância que percebe as contrariedades como perseguição. E mesmo que fosse um “complô”, o que se espera de um governador é que ele saiba ter sobriedade em suas ações, maturidade política. seja um gestor resposável do dinheiro público, e acima de tudo, atue em prol da sociedade como um todo. Caso contrário, poderíamos distribuir essa vaga por sorteio no Carnaval. Não temos percebido nossos anseios atendidos, e com certeza não foi o que vimos hoje.

O governo pode processar os bombeiros presos, exonerá-los, fazer o que for, mas a realidade é que nessa batalha, com ou sem forças ocultas, ele foi o grande perdedor. A verdade? Ninguém teme perder o governador, confiamos no vice. Mas não queremos menos 600 bombeiros na corporação. Não queremos a imagem que se formou de um governo repressor, que oprime com condições indignas de trabalho e premia com a força bruta quem não se calar.  Amotinados? Motins nascem da insatisfação com a conduta tirânica e desigual na cadeia de comando. Já assistimos episódios de envio de força bruta desigual para coibir professores na porta da ALERJ, manifestantes civis e estudantes que exerciam sua liberdade de expressão repudiando a subserviência aos desmandos estadunidenses na visita de Obama,  agora contra os bombeiros. O que virá depois? É disso que a sociedade precisa?

Repito agora o que disse no twitter: Minha solidariedade aos homens e mulheres que por R$ 950,00 deixam suas famílias para nos socorres nas grandes e pequenas tragédias!

Não sei o que é pior:


– mandar a população sair de casa, para manter suas rotinas e a aparência de normalidade, porque eles estão no “controle ” da situação;

– de noite, depois que os ônibus foram recolhidos e/ou danificados, mandar trabalhadores desistirem de tentar voltar para casa, aconselhar que cada um fique por onde está mesmo e procure um abrigo seguro;

– dar entrevista pedindo aos cidadãos para “bravamente” fazerem o trabalho da polícia, ligando para o Disque-Denúncia, passando “informações detalhadas” e ajudando a “combater” o crime e assumir o tal controle (que eles já afirmaram ter);

– ouvir o repórter falar que algumas ruas estão desertas porque as pessoas estão procurando “outras rotas” – será que a Ponte Rio-Niterói tem uma rota alternativa submarina?;

– ver o mesmo repórter defender que a situação no “trânsito está tranqüila”- enquanto incêndios paralizavam a Avenida Brasil- e que a volta para casa devia ser normal porque, segundo a Fetranspor, as empresas não podem recolher os ônibus (não podem preservar seu patrimônio nem seus funcionários);

– ficar afirmando que o que está acontecendo são ações “desesperadas” de quem está “pressionado” quando podemos perceber, clara e assustadoramente, que existe alguma estrutura organizacional e que quem estava de “bobinho” (pelo menos até hoje), correndo de um lado para outro para conter ataques incendiários, em intervalos regutares e pontos distantes, eram as forças públicas de segurança;

– assistir nos telejornais a informação de que a prefeitura está disponibilizando abrigos para que moradores da região do Complexo do Alemão possam buscar refúgio, mas está tudo bem, o importante é manter a aparência de normalidade;

– as notícias que destacam o número de mortos mas “esquecem” de separar com clareza os cidadãos inocentes vitimados, e que não são poucos, talvez para que não tenhamos uma verdadeira noção do risco que corremos;

 

– terem deixado as coisas chegarem a esse ponto …

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Hell de Janeiro


M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A! A charge, claro!

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Que sinuca…


Quando o Sérgio Cabral anunciou que não participaria de debates no primeiro turno, a justificativa era que os eleitores já conheciam seu trabalho. Uma estratégia para preservar sua imagem, certamente. Algum assessor deve ter advertido que esse artifício não ia soar muito bem junto aos cidadãos fluminenses. Pareceria uma admissão de culpa frente aos incessantes problemas do Estado. Depois de uns dias ele mudou sua posição e aceitou participar do debate da Band. Mas ao aceitar era certo enfrentar críticas e ataques à sua atuação como governador. Que situação, hem! Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come!

Eu assisti ao debate e em dado momento me impressionou a tranquilidade com que Cabral afirmava os avanços de sua gestão. Saúde, educação, segurança, tudo parece estar estatisticamente melhor do que antes. Eu cheguei a me perguntar se moro mesmo no Rio de Janeiro, se meu filho estuda mesmo na Faetec, se já fui a uma UPA,  se os trens mal conservados e enguiçados eram mesmo da Supervia ou do Metrô Rio. Isso para não mencionar a preocupação constante e o cerceamento do direito de ir e vir, resultado talvez de alguma paranóia minha, já que a segurança pública apresenta tantos avanços. Ou será que o governador é que mora fora daqui?

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