Voto em Serra porque …


Um vídeo produzido por universitários da UnB e veiculado no canal deles no You Tube “BrasileDesenvol”.  Segundo os autores, “um pouco de humor não faz mal a nínguém”. Eu concordo!

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Caminhos da rejeição


Chegando na reta final da campanha as ações e informações veiculadas pela assessoria tucana beiram a esquizofrenia. Inverdades de toda natureza brotam nas redes sociais, incluindo apoio de pessoas que rapidamente desmentem a boataria. Ontem no Facebook vários dos meus amigos que votarão em Serra difundiam uma mensagem de um blog, que se diz da campanha de Serra, afirmando que Marina Silva havia finalmente declarado apoio a Serra. A mensagem trazia uma suposta declaração de Marina Silva nada coerente com suas posições manifestas. Achei estranho e fui procurar pessoas mais próximas ao PV. Em poucas horas recebi o desmentido, publicado no blog oficial de Marina, e a postagem imediatamente desapareceu do blog de Serra. Continue lendo

Seleção por eliminação – Cotas


Não voto em quem defende sistema de cotas como solução única para promover a igualdade social. Sistema de cotas pode até fazer parte do processo amplo de estruturação de uma sociedade igualitária, mas como um instrumento pontual, uma etapa enquanto se revitalizam setores sucateados, como vem sendo a educação. Mas o que deveria ser uma parte do meio tem se transformado em fim no garimpo eleitoral. Pode até parecer que não, mas sistema de cotas só legitima a exclusão e a segregação. Quando aceitamos que a sociedade seja “fatiada” para negociação de alguns poucos privilégios, nos enfraquecemos na cobrança daquilo que deveria ser priorizado como direito de todos. Continue lendo

Seleção por eliminação – Religião


Já mencionei que não voto em candidato que panfleta religião. Nem mesmo a minha. Acredito que algumas coisas não devem se misturar. Reconheço que existe uma certa lógica perversa nessas candidaturas: alguns políticos evangélicos, em várias regiões do país, depois de eleitos começaram a usar a máquina pública para discriminar e perseguir outras religiões e visões de vida. O que poderia ser visto como desvio particular de um indivíduo passou a representar uma ameaça imaginária que sustenta o discurso do “Temos que eleger nosso representante também, para defender nossos direitos!”. O direito a liberdade de crença é garantido pela Constituição, e sua violação já é criminalizada. Se a proposta fosse lutar pela defesa e garantia de liberdades, seria até aceitável. É uma plataforma justa e sempre necessária. Na defesa dos direitos do outro, estamos garantindo nossos próprios direitos. Mas utilizar a máquina pública para sustentar embates teológicos não é nem um pouco aceitável. Pior ainda, são os que intimamente sonham com a possibilidade de disseminação estatutária de sua fé. Se compactuarmos com isso, em pouco tempo legislativo e executivo não serão mais do que tribunas de uma Guerra Nem Tão Santa Assim.

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Quem persegue a imprensa?


Eu tenho ouvido sem parar as acusações de que o atual governo “persegue” a imprensa.  E pior,  tramaria secretamente contra a liberdade de imprensa, aliado aos seus “blogueiros sujos”.  Chegando na reta final da campanha eleitoral, essa tem sido uma das cantilenas prediletas da errática campanha de Serra. Um disparate total e descabido! O presidente criticou a maneira como certas empresas de jornalísticas estão se comportando, promovendo denuncismos e defendendo posições sob o disfarce de informações.

Ora, ele disse a verdade, nada mais do que isso. Qualquer profissional de comunicação sabe disso.  Isso é perseguir a imprensa? Ora vamos, todos nós sabemos que onde a imprensa não é livre algumas dessas publicações teriam sido censuradas e talvez até perdessem suas concessões.  Então os veículos de massa tradicionais podem apontar, julgar, condenar e criticar, mas não estão preparados para receber críticas? E digo mais, críticas brandas. O empresário Fábio Baracat tem sistematicamente desmentido as denúncias que a Veja alega ter recebido dele. Não seria possível o veículo ser investigado por calúnia e até falsidade ideológica? Eu, humilde blogueira, se cometo um ato desses estaria a esta hora prestando contas à Justiça.

O que é a liberdade de imprensa? É a toda-poderosa mídia tradicional dizer o que quiser para muitos sem contestação? Sinto muito, os tempos mudaram.  E se eu, blogueira e jornalista, tiver uma visão diferente e apresentar, não terei direito a mesma liberdade? Ou serei taxada de “blogueira suja”? Creio então que acabo de me tornar uma. Mas não me importo.  Defender a liberdade inclui saber receber críticas e até ataques.

Uma última reflexão, mesmo sob constante ataque da mídia, tanto o presidente Lula quanto a candidata Dilma continuam aceitando falar com a mídia, sem cercear ninguém, respondendo a todos os assuntos que são apresentados. Nenhum dos blogs que difamam Dilma foi apontado ou perseguido, e eles existem.  Já Serra chama de” Sujos” os blogs que não lhe são favoráveis, é grosseiro e ameaça sair de uma entrevista quando contrariado com assuntos não ensaiados. Quem tem medo de liberdade de expressão e imprensa afinal?

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Seleção por eliminação – Royalties


Antigamente, se eu não decidisse por um candidato, votava na legenda. Não em qualquer uma e nem sempre na mesma. Escolhia a que apresentava um conjunto de propostas mais coerente com meus pensamentos. Hoje, não faço mais isso. O motivo é óbvio, quase todos os partidos tem um candidato que se perdeu por ali. O alinhamento ideológico parece ter sido substituído pela mera contagem de votos. Quantos votos são necessários para se eleger em um partido? E no outro?  Quem precisa de identidade política? “O povo tem memória curta” é o que pensam, e alguns até tem coragem de dizer isso em voz alta, pois eu mesma já ouvi.

Já que não voto nulo, o que fazer? Decidi tentar diminuir a lista de possibilidades com uma pequena seleção por eliminação. Comecei com o assunto mais badalado do momento: os royaltes. Qual o valor real e onde é aplicado? Não voto em quem anuncia que vai “lutar” contra outros brasileiros para manter royaltes e não sabe nem dizer onde ele é utilizado. Conheço uma pessoa, natural de Macaé,  que sempre me recomenda não visitar a cidade. Estranho? Eu também acho. Toda vez que vai visitar os parentes, ela leva a própria água mineral, inclusive para a higiene pessoal. A carestia e a insegurança são outra reclamação constante. Qual o benefício da extração do petróleo na região? O que é feito afinal com os royaltes? Enquanto a defesa de royaltes me parecer somente uma gula compulsiva, um desejo desarvorado por uma receita cujo destino não é claro e transparente, coloco essa propaganda na minha lista de descarte.

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Os royaltes eleitoreiros


Pela primeira vez desde que começou o horário eleitoral, ouvi alguém falar de royalties de petróleo com alguma sobriedade. Era um candidato a deputado federal do PSOL. Eu já estava muito entediada e me distraindo quando uma frase me chamou a atenção: “mais do que defender royaltes é preciso saber como estão sendo usados!”. Ele entrou imediatamente para a minha lista de candidatos a serem pesquisados. A maioria dos candidatos está dizendo que vai defender os royaltes, que vai impedir o “roubo” do dinheiro do Estado. Mas não explicam porque nem para que. A fala do Deputado Picciani chega a ser ofensiva e xenofóbica. Parece que os outros estados querem “colocar a mão no nosso bolso” e temos que nos defender. Ele pode não ter intenção mas eu me sinto um tanto ofendida com essa postura. Sou carioca, filha de cariocas, por conseqüência fluminense. Mas sou também neta de cearense, de paraibana, afro-descendente, luso-descendente, descendente de indígenas do nordeste, enfim, sou brasileira. Querer o melhor para o Estado do Rio, é natural, é onde vivo, trabalho e crio meus filhos. Mas quero igualmente o bem do país. Se dividir o dinheiro ajudar um primo distante que nunca conheci, sou a favor. Mas  serei sempre contra dividir o povo brasileiro. Não aceito esse incentivo a uma rivalidade que só existe na disputa política por um dinheiro que nunca nos prestam conta de para onde vai.

A lógica apresentada pelos políticos é: se já temos problemas para prestar os serviços essenciais com esse dinheiro, o que fazer sem ele? Bem, que tal rever as contas e os salários da ALERJ? Que tal uma fiscalização constante dos gastos públicos? Uma prestação de contas permanente e pública? Isso parece que ninguém quer. Ou pelo menos não é o que costumo ouvir.

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