Cinema para aprender e desaprender


Uma excelente oportunidade para quem quer saber mais sobre como se faz cinema: a UFRJ vai oferecer curso de extensão mostrando como a experiência do cinema pode colaborar no processo educacional. O curso visa aproximar professores e alunos da experiência do cinema. Na primeira parte, introduz brevemente algumas de suas teorias, em particular o cinema como substituto do olhar, como arte, como pensamento e como manifestação de afetos e simbolização do desejo. Na segunda parte do curso serão apresentados alguns filmes dos irmãos Lumière e, em seguida, uma oficina com os alunos filmando os jardins da Praia Vermelha.

O curso acontecerá no dia 16 de dezembro, de 9:00às 16:00, na Sala de Video (222) Faculdade de Educação (Campus Praia Vermelha, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas). A participação é gratuita, aberta ao público em geral, mas voltado preferencialmente professores da rede pública de ensino. Haverá certificação, emitida pela Pró-reitoria de Extensão Universitária. As inscrições podem ser feitas exclusivamente pelo e-mail: cinead@fe.ufrj.br

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As corporações podem eliminar os sujeitos?


O documentário “The Corporation”, produzido e dirigido por Mark Achbar e Jennifer Abbott, com roteiro de Joal Bakan, descreve o surgimento das grandes corporações como pessoas jurídicas, mostrando sua atuação no mundo moderno e a maneira como os indivíduos se relacionam com estas empresas, seja do ponto de vista do executivo ou funcionário que se sente eximido da culpa de suas ações, seja da parte dos seus críticos e combatentes. Propõe ainda uma discussão, do ponto de vista psicológico, a partir do estudo de crimes cometidos por organizações transnacionais, para avaliar que tipo de “pessoa” seria esta que surge a partir de um precedente jurídico de 1886, e que acaba por se constituir em organismo autônomo, com interesses e objetivos próprios, que se sobrepõem aos dos indivíduos de carne e osso, responsáveis por sua existência e funcionamento.

No filme percebemos nitidamente como as empresas modernas se utilizam de todos os recursos ao seu alcance, inclusive os midiáticos, para agregar um novo valor simbólico a seus produtos e serviços, que excede, e muito, o seu valor intrínseco, sua capacidade de prover esta ou aquela necessidade humana ou social, estimulando um imaginário fantasioso que deve seduzir para o interesse e o consumo. Consumimos hoje muito mais pelo desejo do que pela necessidade, muito mais ilusões do que produtos. A paixão pelo consumo esvazia qualquer possibilidade de interesse pelo modo de produção, protegendo com isso a imagem pública das corporações, que muitas das vezes cometem uma série de crimes sociais ou ambientais para atingir seus propósitos. Continue lendo

Truman revelou o Big Brother


O filme O Show de Truman retrata com primazia a crítica que os profissionais do cinema, e muitos teóricos da comunicação, fazem ao mundo televisivo, e aos efeitos alienadores que este produz no seu público. Essa produção americana de 1998, dos estúdios da Paramount Pictures, dirigida por Peter Weir, apresenta Jim Carrey no papel principal representando Truman, o primeiro ser vivo adotado por uma empresa, ainda no útero materno. O motivo, nada nobre, desta iniciativa era garantir os direitos de transmissão, ao vivo 24 horas, desta vida em desenvolvimento.

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