O Matador


Assisti a reapresentação de “O Homem do Ano” no Canal Brasil. O filme é forte, bastante fiel ao livro e os atores interpretam os personagens de modo intenso e vivo. Um filme muito bom,  não me canso de ver.   Mas confesso que entre o filme e o livro, prefiro o livro. Quando comprei  “O Matador”, comecei a ler logo depois do jornal. Deveria apresentar uma resenha dele mas tinha um prazo tranqüilo. Não consegui parar de ler e quando percebi estava amanhecendo. Eu simplesmente não conseguia esperar para saber o que vinha depois. Adorei a experiência. Quem visitou a Flip no dia 05, quinta-feira, teve a oportunidade de assistir a própria Patrícia Melo falando sobre romances de investigação psicológica, gênero em que vem se expressando de maneira brilhante. Compartilho com vocês a resenha de O Matador. Continue lendo

As corporações podem eliminar os sujeitos?


O documentário “The Corporation”, produzido e dirigido por Mark Achbar e Jennifer Abbott, com roteiro de Joal Bakan, descreve o surgimento das grandes corporações como pessoas jurídicas, mostrando sua atuação no mundo moderno e a maneira como os indivíduos se relacionam com estas empresas, seja do ponto de vista do executivo ou funcionário que se sente eximido da culpa de suas ações, seja da parte dos seus críticos e combatentes. Propõe ainda uma discussão, do ponto de vista psicológico, a partir do estudo de crimes cometidos por organizações transnacionais, para avaliar que tipo de “pessoa” seria esta que surge a partir de um precedente jurídico de 1886, e que acaba por se constituir em organismo autônomo, com interesses e objetivos próprios, que se sobrepõem aos dos indivíduos de carne e osso, responsáveis por sua existência e funcionamento.

No filme percebemos nitidamente como as empresas modernas se utilizam de todos os recursos ao seu alcance, inclusive os midiáticos, para agregar um novo valor simbólico a seus produtos e serviços, que excede, e muito, o seu valor intrínseco, sua capacidade de prover esta ou aquela necessidade humana ou social, estimulando um imaginário fantasioso que deve seduzir para o interesse e o consumo. Consumimos hoje muito mais pelo desejo do que pela necessidade, muito mais ilusões do que produtos. A paixão pelo consumo esvazia qualquer possibilidade de interesse pelo modo de produção, protegendo com isso a imagem pública das corporações, que muitas das vezes cometem uma série de crimes sociais ou ambientais para atingir seus propósitos. Continue lendo

Truman revelou o Big Brother


O filme O Show de Truman retrata com primazia a crítica que os profissionais do cinema, e muitos teóricos da comunicação, fazem ao mundo televisivo, e aos efeitos alienadores que este produz no seu público. Essa produção americana de 1998, dos estúdios da Paramount Pictures, dirigida por Peter Weir, apresenta Jim Carrey no papel principal representando Truman, o primeiro ser vivo adotado por uma empresa, ainda no útero materno. O motivo, nada nobre, desta iniciativa era garantir os direitos de transmissão, ao vivo 24 horas, desta vida em desenvolvimento.

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