Alma Mater


A primeira mulher pariu
Na solidão do exílio
tendo a Lua por companhia
e única testemunha
Deu à luz suas filhas,
Guerreiras.
Nascidas solitárias
Envoltas no manto da noite
banhadas em bençãos prateadas
A Lua apiedou-se dessas mulheres
Fadadas a sofrimentos
Que só os homens sabem infligir,
Andarilhas,
Sempre em busca de si
e de suas partes
Fez das lágrimas silentes
Vertidas nas dores do parto
Fonte de vida sem fim
Escondida e revelada
Nos áridos desertos da existência
Quando as filhas das filhas
De sua filha primeira
Exauridas do combatente viver
Clamam seu auxílio celestial
Ela entoa melodia de amor.
Canção das Esferas.
Seu brilho soberano
Guiando de volta ao lar
Na alegria do encontro
As irmãs reunidas
Rodopiam em honra
a Divina Maternidade.

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