Chega de hipocrisia #PRONTOFALEI


Se for para barrar o iraniano Mahmoud Ahmadinejad, então vamos boicotar também o israelense Benjamin Netanyahu, Obama, a determinada samaritana Hillary Clinton e tantos outros que hipocritamente apontam o dedo acusador da moralidade enquanto ignoram com muita determinação as violações contra os direitos humanos cometidos por suas próprias Nações, dentro e fora de seus territórios pátrios.

O discurso das minorias unidas em defesa de direitos essenciais é lindo. E necesário. Mas o que fazemos quando somos maioria ou mais fortes? Qual nossa postura quando o poder de fogo é nosso? Como defendemos o outro de nossas sombrias ambições? A Federação Israelita se posiciona firmemente em favor dos Direitos Humanos quando o algoz é outro? Ou estava usando o momento de luta pela tolerância religiosa para propagandear mais intolerância político-cultural?

Eu aprendi uma coisa com uma pessoa humilde mas de grande sabedoria: não fique reparando tanto no quintal do vizinho, faça o melhor que puder pos sua própria casa. Vale para tudo! #PRONTOFALEI


Anúncios

Bastiões da hipócrita moralidade


Circula na internet e em alguns outros veículos que D. Mônica Allende Serra já fez um aborto. Ela teria comentado o fato para suas alunas do curso de Psicologia do Desenvolvimento aplicada à Dança, na época que lecionava no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Como Sheila Ribeiro, a aluna que acabou revelando o fato, sou solidária a sua dor. Para mim isso não a desabona nem como pessoa, nem como mulher, menos ainda como candidata a Primeira-Dama. Como já disse, sou contrária ao aborto por questões ideológicas, mas não faço juízo de ações que desconheço as motivações. Acredito que abortar sempre envolve um trauma para a mulher.

Foto: Arquivo CDB

O que me parece imperdoável são suas ações presentes. Em primeiro lugar, porque D. Mônica Serra, tendo sofrido na carne as mazelas do aborto, aceitou participar ativamente da baixaria promovida pela campanha eleitoral “demonizadora” de seu marido. D. Mônica Serra disse ao evangélico Edgar da Silva, de 73 anos, que Dilma era “a favor de matar criancinhas”. Isso porque o vendedor ambulante declarou que votaria em Dilma. O episódio deplorável se deu em Nova Iguaçú, município da Baixada Fluminense, onde foi pedir votos para o marido em companhia do destemperado Índio da Costa. Fez lembrar os tempos da ditadura, onde a boataria de que comunistas comiam criancinhas aterrorizava os mais humildes e menos informados. Continue lendo

Aborto: hipocrisias e manipulações


Sou contra o aborto. Uma postura ideológica minha, permeada pelos dogmas da minha fé. Sou uma feliz mãe de três filhos. Nunca fiz um aborto, nem incentivei ninguém a fazer. Muito pelo contrário.  Passei muitos momentos difíceis em minha maternidade, especialmente quando queria poder prover meus filhos de mais opções e não podia. Tenho orgulho de ter enfrentado esses desafios.  Se o aborto não fosse crime, ainda assim eu não o faria, a qualquer tempo. Tenho convicção das minhas escolhas e da minha fé. Se minha filha, ou uma namorada de meus filhos, ou mesmo uma conhecida me falarem em aborto, tentarei dissuadi-las. Argumentarei, apresentarei opções, oferecerei apoio. Essa sou eu, na esfera privada de minha existência. Digo essas coisas, tão particulares, para que entendam porque me sinto à vontade para afirmar que considero a polêmica do aborto levantada nessa campanha eleitoral uma das maiores hipocrisias político-religiosas-eleitoreiras dos últimos tempos. Continue lendo