Paulo Ramos fala sobre Conselho de Comunicação Social


No início de novembro, o deputado Paulo Ramos e o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, Ernesto Viana, participaram do Programa ALERJ DEBATE, produzido pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. Eles foram convidados para debater o projeto de lei que propõe a criação do Conselho Estadual de Comunicação Social. Pela proposta, o órgão vai ter a atribuição de orientar e fiscalizar a atuação dos meios de comunicação. Um ótimo material para reflexão, a qualquer tempo.

O vídeo do programa está disponível no site da TV ALERJ

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Fundamentalista sim. Islâmico, duvido muito.


Já na primeira vez que li a carta-testamento de Wellington Menezes, de imediato identifiquei a procedência das referências religiosas ali contidas. Tomei a liberdade de destacar alguns trechos. Acredito que se algum leitor, assim como eu, algum dia parou para ler os folhetos distribuídos pelos fiéis da Igreja Testemunhas de Jeová em suas tentativas de evangelização domiciliar, perceberão a presença evidente dos dogmas da religião em que o perturbado assassino foi educado.


“Nenhum impuro poderá tocar em meu sangue”, relembra um dos dogmas mais polêmicos entre as Testemunhas de Jeová, que se recusam até mesmo a receber doações de sangue em situações médicas graves. Uma autoridade esbaforida, e mal informada, chegou a declarar haver indícios de que ele fosse portador de HIV. As inúmeras referências à pureza, me lembraram alguns dos folhetos que recebi muitas vezes. Nele, uma família reunida em lugar paradisíaco, com um leão mansamente posicionado em meio aos herbívoros e abaixo a frase, por diversas vezes enfatizada como sendo uma promessa, “Somente os puros herdarão o Reino dos Céus”. Há ainda a preocupação em ser enterrado ao lado de onde a “mãe dorme” e que um fiel ore pelo seu perdão para que ele possa na “vinda de Jesus despertar do sono da morte para a vida eterna”. Outro dogma das testemunhas de Jeová, amplamente difundido em suas pregações de evangelização, a promessa da ressureição levada ao pé da letra, tratando a morte como um sono de onde os puros serão despertos por Jesus, para uma vida eterna paradisíaca no Éden que se instalará na Terra. São referências perturbadas à dogmas bem específicos e distintos no universo da fé cristã. A carta continua: Continue lendo

Audiência Pública – Conselho Estadual de Comunicação Social – RJ


Uma discussão importante e do interesse de todos. Eu já confirmei presença. Quem náo puder participar, continue acompanhando as propostas e as diferentes posições sobre o assunto.  Nem tudo é exatamente como a mídia tradicional (e comercial) alardeia. Abaixo o Projeto de Lei que cria o Conselho Estadual de Comunicação Social do Rio de Janeiro (CECS-RJ). Mais informações podem ser obtidas no blog do Deputado Paulo Ramos. Continue lendo

Tudo pelo “furo” !


A disputa  pela audiência das grandes emissoras excede todos os limites, e quando o caso é Segurança Pública volta e meia são acusados de promotores de “desserviço” . E quem acusa está coberto de razão.  Os helicópteros das emissoras de tv transmitem imagens ao vivo da movimentações dos criminosos, mas também mostram as estratégias das forças de segurança.  Eu quero informações sim, que sejam precisas e atualizadas,  mas não ao custo de atrapalhar aqueles que colocam a vida em risco para controlar o terrorismo que se abateu sobre o Estado.  Até porque isso só serve para alimentar nosso sentimento de medo.

No dia que forem alvejados vão logo pedir para sair...

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Uma bolinha reveladora


Quero parabenizar ao SBT pela isenção ética da reportagem sobre o tumulto no Calçadão de Campo Grande e a agressão ao candidato José Serra. Já li em alguns locais na rede acusações contra a emissora por talvez fazer campanha para o PT. Uma de minhas qualidades mais irritantes é minha boa memória. Lembro com clareza de vários momentos em que comentaristas e âncoras do SBT criticaram duramente políticos do PT e o governo do presidente Lula. Ontem, no entanto, defenderam sua identidade como veículo de comunicação livre e não aceitaram o papel de replicador dessa tragicomédia.

Sou moradora de Campo Grande. Nem passei pelo Calçadão ontem, mas gostaria de esclarecer alguns pontos que podem auxiliar na leitura das imagens apresentadas. A Rua Cel Agostinho, também conhecida como Calçadão, é uma das principais referências comerciais de nosso bairro, e por isso mesmo está sempre lotada. Em dias comuns já é difícil para qualquer um transitar sem atropelos. Além dos inúmeros transeuntes, o espaço é tomado por ambulantes, artistas, religiosos, bancas de jornal, “homens-placa”, “homens-porta”, panfleteiros e outras tantas atividades. No meio do Calçadão existem vários pontos de descanso, com assentos e plantas, onde muitos jovens, inclusive estudantes uniformizados, se encontram para bater papo. Isso é o que encontramos  sem a expecionalidade de um momento político. Parecer acuado em um canto da rua é previsível, visto os obstáculos físicos e humanos que ela acomoda. Um empurrão mais forte se tornar uma confusão também não é extraordinário dado o volume de pessoas e o efeito dominó, basta alguém com o ânimo mais esquentado.

O trajeto escolhido pela comitiva de Serra começava na esquina da Cesário de Melo e ia em direção à estação de trem. Como profissional, eu também escolheria esse trajeto. Motivo: o Calçadão tem um declive, com uma câmera bem posicionada à frente e a rotina frenética do local, Serra teria se “apropriado” da população que ali transita alheia a sua presença e apresentado uma “vitoriosa” caminhada “apoiada” pela boa gente de Campo Grande.

Imagino que a assessoria de Serra tinha um roteiro bem elaborado em mente. Só não contavam com o surgimento de cartazes feitos de improviso, cartolina e canetinha, manifestando revolta e repúdio com ações passadas de Serra. Manifestações contrárias não ficariam bem perante mídia convidada e não seriam toleradas. A confusão foi causada em parte pela dificuldade do candidato de lidar com opiniões divergentes. A própria Folha admite que primeiro os seguranças de Serra tomaram os cartazes dos mata-mosquitos e rasgaram, “depois os outros começaram a confusão”. Espera um pouco, vamos pensar com clareza, tomar algo de propriedade de outro e destruir não é também incitar a confusão? E anti-democrático? Um cerceamento do direito de expressão de outro? Não estou defendendo que o agredido retribua, mas estou afirmando que nessa história não houve nem inocentes nem injustiçados. As agressões registradas pelos telejornais não tinham legenda, eram de todos e de qualquer um. O cordão de isolamento demonstrava bem que o espírito do confronto era bilateral. A bolinha de papel acabou sendo um bônus casual.  Factóide de improviso para que a mal fadada visita não resultasse em perda total. O SBT teve a ombridade de dizer isso com todas as letras, enquanto outros veículos tentavam imputar culpa, justificar excessos e evocar a comoção pública. A julgar pela repercussão em rede, e pelos comentários nas ruas, um dos piores movimentos de toda campanha. Serra não convence no papel de vítima. Quem diria que uma simples bolinha de papel seria responsável por tantas máscaras caídas!

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Bastiões da hipócrita moralidade


Circula na internet e em alguns outros veículos que D. Mônica Allende Serra já fez um aborto. Ela teria comentado o fato para suas alunas do curso de Psicologia do Desenvolvimento aplicada à Dança, na época que lecionava no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Como Sheila Ribeiro, a aluna que acabou revelando o fato, sou solidária a sua dor. Para mim isso não a desabona nem como pessoa, nem como mulher, menos ainda como candidata a Primeira-Dama. Como já disse, sou contrária ao aborto por questões ideológicas, mas não faço juízo de ações que desconheço as motivações. Acredito que abortar sempre envolve um trauma para a mulher.

Foto: Arquivo CDB

O que me parece imperdoável são suas ações presentes. Em primeiro lugar, porque D. Mônica Serra, tendo sofrido na carne as mazelas do aborto, aceitou participar ativamente da baixaria promovida pela campanha eleitoral “demonizadora” de seu marido. D. Mônica Serra disse ao evangélico Edgar da Silva, de 73 anos, que Dilma era “a favor de matar criancinhas”. Isso porque o vendedor ambulante declarou que votaria em Dilma. O episódio deplorável se deu em Nova Iguaçú, município da Baixada Fluminense, onde foi pedir votos para o marido em companhia do destemperado Índio da Costa. Fez lembrar os tempos da ditadura, onde a boataria de que comunistas comiam criancinhas aterrorizava os mais humildes e menos informados. Continue lendo

No dos outros …


Eu estava assistindo vídeos no You Tube e encontrei esse. Confesso que a música escolhida e algumas imagens me trouxeram lágrimas aos olhos. Quem quiser defender que acreditava naquelas idéias, tudo bem, eu respeito. Afinal, democracia é o respeito a diversidade de opiniões e aceitação do desejo manifesto da maioria (mesmo quando contrario aos nossos). Mas defender que o que vivemos foi uma “ditabranda”, como fez a Folha é ofender nossa própria história.

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