Armagedon


Sonhos despertos

De um tempo que

Nunca  havido

Palavras confusas

Pólen ortográfico

Nuvem Mnemônica

Anseios? Delírios?

Premonição?

O palpitante vagar

Que se apresenta

Realidade

Uma estranha quimera

Amálgama disforme

Entre etéreo e concreto

Palpitante agonia

No limbo acásico

Quanto tarda raiar o dia

Intuição

Olhar caído

Razão perdida

Armagedon

Valia do desejo


Se te entrego

As tolas palavras

Que sangram em mim

Como resgate

Pela Alma Arrebatada

Em sedutor olhar

Nada restaria

Para retomar

O fôlego perdido

Em doce e breve beijar

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Significados simplificados


AMOR
Enfermidade temporária que se cura com o casamento. Palavra de quatro letras, duas vogais e dois idiotas.
DANÇAR
É a frustração vertical de um desejo horizontal.
CÉREBRO
Órgão que serve para que pensemos que pensamos.
ESCOTEIROS
40 crianças vestidas de idiota, comandadas por um idiota vestido de criança.
DOR DE CABEÇA
Anticonceptivo mais usado pela mulher destes tempos.
VIRGEM
Menina de 9 anos, muito feia, que corre mais que o primo .
EXAME ORAL
Prova para conseguir um estágio na Casa Branca.
LÍNGUA
Órgão sexual que os antigos usavam para falar.
UROLOGISTA
Especialista que vê o seu pênis com desprezo, o pega com nojo e lhe cobra como se o houvesse chupado.
CONFIANÇA
Via livre que se dá a uma pessoa para que cometa uma série de abusos.
DIPLOMACIA
Arte de dizer “lindo cachorro”, até encontrar uma pedra para atirar nele.
FÁCIL
Diz-se da mulher que tem a moral sexual de um homem.
GINECOLOGISTA
Especialista que trabalha no lugar onde outros se divertem.
HERÓI
Indivíduo que, diferentemente do resto, não pôde sair correndo.
HOMEM
Ser masculino que durante seus primeiros nove meses de vida quer sair de um lugar em que tenta entrar pelo resto de sua vida.
INDIFERENÇA
Atitude que uma mulher adota perante um homem que não lhe interessa que é interpretada pelo homem como se estivesse “se fazendo de difícil”.
INTELECTUAL
Indivíduo capaz de pensar por mais de duas horas em algo que não seja sexo.
MODÉSTIA
Reconhecer que não se é perfeito, mas sem dizê-lo a ninguém.
NINFOMANÍACA
Termo com o qual um homem define uma mulher que deseja fazer sexo mais vezes que ele.
TRABALHO EM EQUIPE
Possibilidade de colocar a culpa nos outros.

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Rabiscos sonolentos


Os últimos dias foram de aventuras e algumas desventuras nesta Nau que tenta bravamente navegar nos verdes mares de nossa amarelada existência. Mas essa exausta escrivã mal pode ainda processar seus estranhos episódios. Que dirá registrar. Senti uma falta imensa deste que se tornou meu diário de bordo, meu companheiro, meu escape.

Cada um tem sua maneira própria de ver, sentir e reagir aos acontecimentos. Minha maneira de não sofrer a cada turbulência ou calmaria excessiva é escrever. Registrar fatos e sentimentos e depois transformar tudo em histórias. São meus  “causos”, meus contos, minhas anedotas. Minha expressão e meu alívio. As palavras são meu refúgio.  Rompem o voluntário silêncio para contar sua versão da vida.

Eu não criei esse blog para mim, criei para minhas palavras. Ele pertence aos pensamentos e sentimentos alvoroçados que teimam em querer alçar vida própria. Minha função é tentar ordená-los, e tão somente isso. Sou muitas durante o dia, comandante e comandada, mas na madrugada sou apenas a escrivã. E se o cansaço me impede de cumprir o humilde compromisso, elas se rebelam. Fazem birra, se unem em orações para me atrapalhar o sono.

Agora mesmo estou exausta. Os olhos mal conseguem ficar abertos. Mas cá estou.  Afinal sou mulher de uma única palavra, ainda que de muitas delas.

Sou palavras


Não sei se é poesia
As palavras que desenho.
Elas é que sabem o que são.
Palavras vivas,
Unindo-se para fugir de mim.
Ninfas voluntariosas,
Pegam o que desejam
E voam para longe
Levando pedaços de alma consigo.
Vocábulos passionais,
Turbulentos vendavais.
Seja pranto ou lamento,
Tortuosas emoções,
Escondidas e ao alcance.
Da dor que despedaça
Desprendem verbetes,
Alados, ousados,
Em fuga.
Depois da tempestade
A calmaria
Na cadência de uma rima
Minh’alma de novo ria.