Voto em Serra porque …


Um vídeo produzido por universitários da UnB e veiculado no canal deles no You Tube “BrasileDesenvol”.  Segundo os autores, “um pouco de humor não faz mal a nínguém”. Eu concordo!

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Caminhos da rejeição


Chegando na reta final da campanha as ações e informações veiculadas pela assessoria tucana beiram a esquizofrenia. Inverdades de toda natureza brotam nas redes sociais, incluindo apoio de pessoas que rapidamente desmentem a boataria. Ontem no Facebook vários dos meus amigos que votarão em Serra difundiam uma mensagem de um blog, que se diz da campanha de Serra, afirmando que Marina Silva havia finalmente declarado apoio a Serra. A mensagem trazia uma suposta declaração de Marina Silva nada coerente com suas posições manifestas. Achei estranho e fui procurar pessoas mais próximas ao PV. Em poucas horas recebi o desmentido, publicado no blog oficial de Marina, e a postagem imediatamente desapareceu do blog de Serra. Continue lendo

Bolinhagate


Um pedacinho de papel amassado, sozinho, ruiu  nobres imagens e desmascarou arrogâncias manipuladoras. Quem teria arremessado? Chuck Norris? Goku? Eu, intimamente, suspeitava que em algum lugar de Campo Grande haveria um adolescente que ainda não conseguia parar de rir, enquanto  contava aos colegas de escola os detalhes da façanha mais comentada da mídia e da internet.  Estava errada.  Hoje soube que o vídeo conta tudo. E contou aos inúmeros profissionais e curiosos  que o estão assistindo e analisando sem parar. Um olhar mais atento para momentos antes do surgimento da fatídica bolinha em cena, ou um slow motion se preferir, e pode-se ver um braço trajado com camisa social azul atirando o míssel. Não vou afirmar aqui que somente o pessoal do Serra estivesse de azul. Seria, no mínimo, tão irresponsável quanto os que editam notícias. Como já comentei, nosso Calçadão é grande e muito movimentado.  Mas não posso ignorar que nas imagens seguintes aparecem seguranças vestindo camisa social azul. Se destacavam pelo fato de estar calor e as demais pessoas estarem mais à vontade. Poderia ser qualquer um, menos o estudante que eu imaginava.

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Esqueceram de combinar…


Parece que o Dr. Kligerman e José Serra não conseguem se entender quanto ao local do terrível atentado. Comparem as imagens:

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A farsa em rede nacional


Esse vídeo eu encontrei no You Tube, uma compilação das imagens veiculadas na mídia sobre Serra x Bolinha de papel. Um dos muitos materiais que estão online, deixarando de lado o apelo espetatuloso noticiado pela Globo. Assistam e tirem suas conclusões:

 

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Uma bolinha reveladora


Quero parabenizar ao SBT pela isenção ética da reportagem sobre o tumulto no Calçadão de Campo Grande e a agressão ao candidato José Serra. Já li em alguns locais na rede acusações contra a emissora por talvez fazer campanha para o PT. Uma de minhas qualidades mais irritantes é minha boa memória. Lembro com clareza de vários momentos em que comentaristas e âncoras do SBT criticaram duramente políticos do PT e o governo do presidente Lula. Ontem, no entanto, defenderam sua identidade como veículo de comunicação livre e não aceitaram o papel de replicador dessa tragicomédia.

Sou moradora de Campo Grande. Nem passei pelo Calçadão ontem, mas gostaria de esclarecer alguns pontos que podem auxiliar na leitura das imagens apresentadas. A Rua Cel Agostinho, também conhecida como Calçadão, é uma das principais referências comerciais de nosso bairro, e por isso mesmo está sempre lotada. Em dias comuns já é difícil para qualquer um transitar sem atropelos. Além dos inúmeros transeuntes, o espaço é tomado por ambulantes, artistas, religiosos, bancas de jornal, “homens-placa”, “homens-porta”, panfleteiros e outras tantas atividades. No meio do Calçadão existem vários pontos de descanso, com assentos e plantas, onde muitos jovens, inclusive estudantes uniformizados, se encontram para bater papo. Isso é o que encontramos  sem a expecionalidade de um momento político. Parecer acuado em um canto da rua é previsível, visto os obstáculos físicos e humanos que ela acomoda. Um empurrão mais forte se tornar uma confusão também não é extraordinário dado o volume de pessoas e o efeito dominó, basta alguém com o ânimo mais esquentado.

O trajeto escolhido pela comitiva de Serra começava na esquina da Cesário de Melo e ia em direção à estação de trem. Como profissional, eu também escolheria esse trajeto. Motivo: o Calçadão tem um declive, com uma câmera bem posicionada à frente e a rotina frenética do local, Serra teria se “apropriado” da população que ali transita alheia a sua presença e apresentado uma “vitoriosa” caminhada “apoiada” pela boa gente de Campo Grande.

Imagino que a assessoria de Serra tinha um roteiro bem elaborado em mente. Só não contavam com o surgimento de cartazes feitos de improviso, cartolina e canetinha, manifestando revolta e repúdio com ações passadas de Serra. Manifestações contrárias não ficariam bem perante mídia convidada e não seriam toleradas. A confusão foi causada em parte pela dificuldade do candidato de lidar com opiniões divergentes. A própria Folha admite que primeiro os seguranças de Serra tomaram os cartazes dos mata-mosquitos e rasgaram, “depois os outros começaram a confusão”. Espera um pouco, vamos pensar com clareza, tomar algo de propriedade de outro e destruir não é também incitar a confusão? E anti-democrático? Um cerceamento do direito de expressão de outro? Não estou defendendo que o agredido retribua, mas estou afirmando que nessa história não houve nem inocentes nem injustiçados. As agressões registradas pelos telejornais não tinham legenda, eram de todos e de qualquer um. O cordão de isolamento demonstrava bem que o espírito do confronto era bilateral. A bolinha de papel acabou sendo um bônus casual.  Factóide de improviso para que a mal fadada visita não resultasse em perda total. O SBT teve a ombridade de dizer isso com todas as letras, enquanto outros veículos tentavam imputar culpa, justificar excessos e evocar a comoção pública. A julgar pela repercussão em rede, e pelos comentários nas ruas, um dos piores movimentos de toda campanha. Serra não convence no papel de vítima. Quem diria que uma simples bolinha de papel seria responsável por tantas máscaras caídas!

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Bastiões da hipócrita moralidade


Circula na internet e em alguns outros veículos que D. Mônica Allende Serra já fez um aborto. Ela teria comentado o fato para suas alunas do curso de Psicologia do Desenvolvimento aplicada à Dança, na época que lecionava no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Como Sheila Ribeiro, a aluna que acabou revelando o fato, sou solidária a sua dor. Para mim isso não a desabona nem como pessoa, nem como mulher, menos ainda como candidata a Primeira-Dama. Como já disse, sou contrária ao aborto por questões ideológicas, mas não faço juízo de ações que desconheço as motivações. Acredito que abortar sempre envolve um trauma para a mulher.

Foto: Arquivo CDB

O que me parece imperdoável são suas ações presentes. Em primeiro lugar, porque D. Mônica Serra, tendo sofrido na carne as mazelas do aborto, aceitou participar ativamente da baixaria promovida pela campanha eleitoral “demonizadora” de seu marido. D. Mônica Serra disse ao evangélico Edgar da Silva, de 73 anos, que Dilma era “a favor de matar criancinhas”. Isso porque o vendedor ambulante declarou que votaria em Dilma. O episódio deplorável se deu em Nova Iguaçú, município da Baixada Fluminense, onde foi pedir votos para o marido em companhia do destemperado Índio da Costa. Fez lembrar os tempos da ditadura, onde a boataria de que comunistas comiam criancinhas aterrorizava os mais humildes e menos informados. Continue lendo