O prejuízo é sempre nosso V


Aproveitei a oportunidade de estar próxima ao Fórum de Campo Grande para verificar a quantas andava meu processo contra o Bradesco. Eu já contei sobre ele anteriormente, nos posts “O prejuízo é sempre nosso“, “O prejuízo é sempre nosso II“, “O prejuízo é sempre nosso III” e “O prejuízo é sempre nosso IV“. Meu advogado me explicou que basta eu comparecer ao cartório com o número do processo e o documento de identidade, me apresentar como uma das partes interessadas, e posso ver o processo. Foi o que fiz. O juiz decidiu a meu favor, fixando valores para ressarcimento e danos morais. Isso ainda em 2010. Agora a coisa se arrasta no cartório. Ou seja, ganhei mas não levei. Entre muitas idas e vindas, e demoras fenomenais, o juiz determinou, no fim de 2011, que fosse expedido um mandado de penhora a ser executado diretamente na tesouraria do banco. Fiquei esperançosa de chegar ao fim dessa jornada. Não sei quanto a vocês leitores, mas eu sou uma pessoa muito dinâmica, sempre envolvida em cumprimento de metas e prazos. Talvez por isso eu não goste de colecionar assuntos pendentes. Continue lendo

Rio de Janeiro avança na criação do Conselho de Comunicação Social


Aconteceu nesta segunda-feira, 06/12, a Audiência Pública para debater a criação do Conselho Estadual de Comunicação Social do Rio de Janeiro, CECS-RJ, realizada na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, ALERJ.  O deputado Paulo Ramos, presidente da Comissão de Comissão de Trabalho, Legislação e Seguridade Social da Alerj, apresentou para debate o projeto de lei 3.323/10, de sua autoria, que trata da criação do conselho. Esse debate é uma iniciativa extremamente importante para a sociedade, e enfrenta uma campanha desleal de alguns segmentos que tentam lhe imputar o estigma de censura, com o peso sombrio de retrocesso ao que tivemos em épocas de ditadura. Mais do que relatar o que aconteceu, quero apresentar algumas reflexões.

O encontro contou com a presença de interlocutores importantes, em grande parte já engajados na discussão do papel da Comunicação na formação do imaginário social. Essa preocupação é comum a vários países desenvolvidos, democráticos e defensores da liberdade de expressão, como Estados Unidos, França, Itália, Inglaterra, Portugal e Espanha. O parlamentar apresentou um levantamento  sobre a legislação desses países que têm agências reguladoras e conselhos destinados a regulamentar a comunicação. Porque no Brasil ainda não conseguimos avançar nesse sentido?  Vou arriscar um palpite: a sedimentação do aparato da grande mídia em monopólios familiares acostumados ao não questionamento de suas estratégias de manipulação e poder. Continue lendo

Tudo pelo “furo” !


A disputa  pela audiência das grandes emissoras excede todos os limites, e quando o caso é Segurança Pública volta e meia são acusados de promotores de “desserviço” . E quem acusa está coberto de razão.  Os helicópteros das emissoras de tv transmitem imagens ao vivo da movimentações dos criminosos, mas também mostram as estratégias das forças de segurança.  Eu quero informações sim, que sejam precisas e atualizadas,  mas não ao custo de atrapalhar aqueles que colocam a vida em risco para controlar o terrorismo que se abateu sobre o Estado.  Até porque isso só serve para alimentar nosso sentimento de medo.

No dia que forem alvejados vão logo pedir para sair...

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Não sei o que é pior:


– mandar a população sair de casa, para manter suas rotinas e a aparência de normalidade, porque eles estão no “controle ” da situação;

– de noite, depois que os ônibus foram recolhidos e/ou danificados, mandar trabalhadores desistirem de tentar voltar para casa, aconselhar que cada um fique por onde está mesmo e procure um abrigo seguro;

– dar entrevista pedindo aos cidadãos para “bravamente” fazerem o trabalho da polícia, ligando para o Disque-Denúncia, passando “informações detalhadas” e ajudando a “combater” o crime e assumir o tal controle (que eles já afirmaram ter);

– ouvir o repórter falar que algumas ruas estão desertas porque as pessoas estão procurando “outras rotas” – será que a Ponte Rio-Niterói tem uma rota alternativa submarina?;

– ver o mesmo repórter defender que a situação no “trânsito está tranqüila”- enquanto incêndios paralizavam a Avenida Brasil- e que a volta para casa devia ser normal porque, segundo a Fetranspor, as empresas não podem recolher os ônibus (não podem preservar seu patrimônio nem seus funcionários);

– ficar afirmando que o que está acontecendo são ações “desesperadas” de quem está “pressionado” quando podemos perceber, clara e assustadoramente, que existe alguma estrutura organizacional e que quem estava de “bobinho” (pelo menos até hoje), correndo de um lado para outro para conter ataques incendiários, em intervalos regutares e pontos distantes, eram as forças públicas de segurança;

– assistir nos telejornais a informação de que a prefeitura está disponibilizando abrigos para que moradores da região do Complexo do Alemão possam buscar refúgio, mas está tudo bem, o importante é manter a aparência de normalidade;

– as notícias que destacam o número de mortos mas “esquecem” de separar com clareza os cidadãos inocentes vitimados, e que não são poucos, talvez para que não tenhamos uma verdadeira noção do risco que corremos;

 

– terem deixado as coisas chegarem a esse ponto …

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Hell de Janeiro


M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A! A charge, claro!

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Voto em Serra porque …


Um vídeo produzido por universitários da UnB e veiculado no canal deles no You Tube “BrasileDesenvol”.  Segundo os autores, “um pouco de humor não faz mal a nínguém”. Eu concordo!

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No dos outros …


Eu estava assistindo vídeos no You Tube e encontrei esse. Confesso que a música escolhida e algumas imagens me trouxeram lágrimas aos olhos. Quem quiser defender que acreditava naquelas idéias, tudo bem, eu respeito. Afinal, democracia é o respeito a diversidade de opiniões e aceitação do desejo manifesto da maioria (mesmo quando contrario aos nossos). Mas defender que o que vivemos foi uma “ditabranda”, como fez a Folha é ofender nossa própria história.

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