Se forem comprovados excessos …


Essa é a frase mais conhecida de todos nós moradores dessa Maravilhosa “Vila do Chaves”. “Se forem comprovados excessos, serão tomadas as medidas necessárias”. Mais uma vez a guarda municipal demonstra seu total e completo despreparo, sua atuação inconstitucional, e sua truculência. A Constituição prevê a possibilidade de se manter uma Guarda Municipal mas define claramente seu papel e a forma de sua atuação. A do Rio prima pelos equívocos e desvios de função e comportamento. Mas nossos amados governantes Kikobral e Eduardo Chaves insistem em fazer somente o que lhes dá na telha. Ou na pouca telha. Impressionante.

Hoje no RJTV 1ª edição assistimos mais um desmando da Guarda de Chaves. Um idoso atingido por uma arma de choque por defender seus biscoito e um homem atacado a cacetete por estar passando por ali. O rapaz que pediu para sair e agora é “comentarista” de telejornal, a todo momento tenta justificar a agressão SUGERINDO que os Guardas poderiam estar reagindo a um ataque. E criticando a população por se posicionar contrária aos desmandos da Guarda. Ora meu senhor, o combate aos vendedores ambulantes seguem normas de atuação também. É preciso inclusive que se registre um documento relatando o que está sendo apreendido. E a população será que é doida? Deixa seus compromissos, larga o que está fazendo só para agredir na mão os pobres trogloditas armados?


Continue lendo

SOS Bombeiros, vamos apoiar quem salva vidas


Assisti as imagens da manifestação dos bombeiros, da invasão do BOPE ao quartel e depois a coletiva do governador Sérgio Cabral. Me conectei ao twitter na hora, não consegui resistir. Tudo o que vi me chocou. Muito mesmo. Ver bombeiros atingidos por bombas, tiros e spray de pimenta foi assustador, e não adianta dizer que os tiros foram da única pistola apreendida com um bombeiro, o audiovisual desmente isso. Se um servidor público faz isso a outro, o que será de nós. As diversas reportagens mostram pessoas feridas, sendo atingidas por spray sentadas, revoltadas talvez com razão, e a força policial (cavalaria, caveirão, BOPE) cumprindo a “tarefa” solicitada pelo governador. Mas a cena que acredito mais impressionou a todos foi sem dúvida a dos bombeiros ajoelhados, mãos na cabeça, formando um SOS humano.  Virtual ou presencialmente, não se fala de outra coisa.

Como cidadã me revoltei de imediato. Como profissional, me permito postar aqui uma avaliação: a assessoria do governo deveria ter alertado ao governador acerca da ineficiência, mal-estar e antipatia de suas ações No imaginário da população, bombeiros serão sempre muito mais queridos do que qualquer um que ostente cargo político. Eles conquistaram merecidamente esse lugar. Não adiante tentar segmentá-los, apresentar os manifestantes como “um grupo de vândalos irresponsáveis”, unidos por uma suposta determinação político-messiânica  Eles são quase um patrimônio, heróis anônimos com quem sempre contamos quando enfrentamos grandes e pequenas tragédias.

Não vou questionar as ações sob a ótica legal, pois não tenho conhecimento nem qualificação para tal. Mas sei dizer qual a imagem política reultante, com ou sem intenção: este é um governo autoritário e truculento que avança contra profissionais que salvam vidas   E que ainda pretende se redimir destes  atos numa disparatada verborragia contra essa “coisa messiânica”, onde sobraram insinuações sem comprovação, que sugerem uma intricada teoria conspiratória envolvendo ex-governantes, deputados e evangélicos. Verdade? Pode até ser,  mas confesso que essa declaração naquele momento delicado me pareceu mais uma tentativa de justificar o injustificável. Uma pontada de intolerância que percebe as contrariedades como perseguição. E mesmo que fosse um “complô”, o que se espera de um governador é que ele saiba ter sobriedade em suas ações, maturidade política. seja um gestor resposável do dinheiro público, e acima de tudo, atue em prol da sociedade como um todo. Caso contrário, poderíamos distribuir essa vaga por sorteio no Carnaval. Não temos percebido nossos anseios atendidos, e com certeza não foi o que vimos hoje.

O governo pode processar os bombeiros presos, exonerá-los, fazer o que for, mas a realidade é que nessa batalha, com ou sem forças ocultas, ele foi o grande perdedor. A verdade? Ninguém teme perder o governador, confiamos no vice. Mas não queremos menos 600 bombeiros na corporação. Não queremos a imagem que se formou de um governo repressor, que oprime com condições indignas de trabalho e premia com a força bruta quem não se calar.  Amotinados? Motins nascem da insatisfação com a conduta tirânica e desigual na cadeia de comando. Já assistimos episódios de envio de força bruta desigual para coibir professores na porta da ALERJ, manifestantes civis e estudantes que exerciam sua liberdade de expressão repudiando a subserviência aos desmandos estadunidenses na visita de Obama,  agora contra os bombeiros. O que virá depois? É disso que a sociedade precisa?

Repito agora o que disse no twitter: Minha solidariedade aos homens e mulheres que por R$ 950,00 deixam suas famílias para nos socorres nas grandes e pequenas tragédias!

Acidente? Como assim?


Estamos vivendo tempos muito estranhos mesmo… de todas as notícias estranhas, confusas, mal explicadas e até um tanto insanas que vi, li e ouvi hoje, a que mais me impressionou  foi a do atropelamento coletivo de ciclistas em Porto Alegre, RS.  Especialmente pela desfaçatez  das explicações do atropelador, que após avançar contra a multidão e fugir, alegou que o que aconteceu foi um acidente e que agiu em legítima defesa. Como assim? Juro que ainda estou tentando entender.

Procurei me informar melhor, afinal não gosto de julgamentos precipitados. Na noite de sexta-feira (25),  cerca de 100 ciclistas participavam de um evento promovido pelo Movimento Massa Crítica, em defesa do uso de bicicletas no tráfego urbano.  O trânsito não foi paralisado, já que os ciclistas estavam em movimento, mas a velocidade nas vias onde o grupo passava tinha que ser reduzida. Contrariado, após tentar forçar a passagem mais de uma vez,  o motorista de um Gol Preto avançou contra os ciclistas, ferindo vários deles e fugindo em disparada.  Segundo os organizadores, esses eventos acontecem mensalmente e com a participação de crianças, e, por sorte, neste dia haviam poucos participantes, senão teria sido uma grande tragédia. Essa imagem foi feita por participantes do evento, e existem outras de outros ângulos online:

Continue lendo

Tudo pelo “furo” !


A disputa  pela audiência das grandes emissoras excede todos os limites, e quando o caso é Segurança Pública volta e meia são acusados de promotores de “desserviço” . E quem acusa está coberto de razão.  Os helicópteros das emissoras de tv transmitem imagens ao vivo da movimentações dos criminosos, mas também mostram as estratégias das forças de segurança.  Eu quero informações sim, que sejam precisas e atualizadas,  mas não ao custo de atrapalhar aqueles que colocam a vida em risco para controlar o terrorismo que se abateu sobre o Estado.  Até porque isso só serve para alimentar nosso sentimento de medo.

No dia que forem alvejados vão logo pedir para sair...

Share

Não sei o que é pior:


– mandar a população sair de casa, para manter suas rotinas e a aparência de normalidade, porque eles estão no “controle ” da situação;

– de noite, depois que os ônibus foram recolhidos e/ou danificados, mandar trabalhadores desistirem de tentar voltar para casa, aconselhar que cada um fique por onde está mesmo e procure um abrigo seguro;

– dar entrevista pedindo aos cidadãos para “bravamente” fazerem o trabalho da polícia, ligando para o Disque-Denúncia, passando “informações detalhadas” e ajudando a “combater” o crime e assumir o tal controle (que eles já afirmaram ter);

– ouvir o repórter falar que algumas ruas estão desertas porque as pessoas estão procurando “outras rotas” – será que a Ponte Rio-Niterói tem uma rota alternativa submarina?;

– ver o mesmo repórter defender que a situação no “trânsito está tranqüila”- enquanto incêndios paralizavam a Avenida Brasil- e que a volta para casa devia ser normal porque, segundo a Fetranspor, as empresas não podem recolher os ônibus (não podem preservar seu patrimônio nem seus funcionários);

– ficar afirmando que o que está acontecendo são ações “desesperadas” de quem está “pressionado” quando podemos perceber, clara e assustadoramente, que existe alguma estrutura organizacional e que quem estava de “bobinho” (pelo menos até hoje), correndo de um lado para outro para conter ataques incendiários, em intervalos regutares e pontos distantes, eram as forças públicas de segurança;

– assistir nos telejornais a informação de que a prefeitura está disponibilizando abrigos para que moradores da região do Complexo do Alemão possam buscar refúgio, mas está tudo bem, o importante é manter a aparência de normalidade;

– as notícias que destacam o número de mortos mas “esquecem” de separar com clareza os cidadãos inocentes vitimados, e que não são poucos, talvez para que não tenhamos uma verdadeira noção do risco que corremos;

 

– terem deixado as coisas chegarem a esse ponto …

Share

Hell de Janeiro


M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A! A charge, claro!

Share

Ontem estava tão triste…


Nem vim aqui postar nada, porque estava entristecida e não sabia se tinha algo de bom a dizer. Depois da minha postagem sobre a morte do menino Wesley recebi vários mails. Alguns de solidariedade, alguns de pessoas querendo debater e dar idéias, alguns amigos pedindo autorização para divulgar em outros lugares. Recebi críticas negativas também, pessoas que entenderam que eu buscava culpados, outras culpando os moradores acreditando numa conivência coletiva. Até então tudo bem, quando expomos nossos pensamentos devemos estar preparados para as críticas de todo tipo. E eu respeito o direito do outro de ter seu próprio pensamento diferente do meu. Mas um desses mails me abalou. Continue lendo